Paraquedas
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Primeiro a gente veste uma roupa meio ridícula, mas faz parte. Esta é a hora da preparação no solo. À esquerda, na foto, o Denis Gaddini. O avião não tem portas, e o espaço é pequeno. Estávamos em 5, mais o piloto. Este é o Stélio, um dos mais experientes saltadores do país. Juro que eu só estava dando um grito para espantar a adrenalina. Mas, por mais que eu negue, todo mundo diz que eu gritava "Manhêêêêêêêê!!!!"
Um pouco depois do salto, no final da tarde. Olha só a altura das núvens. A sensação é que estamos voando.

Um pouco antes de atravessar uma núvem, já mais de 200Km/h. Olha só as bochechas! Não dá para controlar o movimento delas. Embora o vento seja muito forte, é possível respirar sem problemas, mas não dá para deixar a boca aberta, porque seca na hora.

Detalhe: eu ainda usava óculos para miopia/astigmatismo. Então, eu estava com 2: um de grau sob um outro, plástico, de proteção. Enxergava pelas frestas dos olhos...

Um pouco antes de um acidentado pouso. Só faltou rolar por cima do paraquedas. Mas, o saldo foi positivo. Sobrevivi.
 
Bom, todo mundo diz que quando chegamos em terra, estamos com uma estranha fisionomia de quem está "no barato". Eu devia estar a mil.    

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